WordPress e manutenção

WordPress não atualiza? Antes de pagares um site novo, descobre se o teu tem arranjo

WordPress não atualiza e a resposta que te deram foi "isso só com um site novo"? Antes de aceitares um orçamento, respira. Na maioria dos casos o problema não é o site inteiro, é uma peça: a versão de PHP do alojamento, um plugin que ninguém mantém há anos ou um tema antigo. Arranja-se em horas ou dias, não em meses. Neste guia vês as causas mais comuns explicadas de forma simples, como fazer o diagnóstico e os sinais que mostram quando refazer o site é mesmo a melhor decisão.
WordPress não atualiza: consultor SEO em Lisboa a mostrar a uma advogada o painel do site e as atualizações pendentes
Neste artigo
  1. “Precisas de um site novo”: a frase que ouço vezes demais
  2. Porque é que o WordPress não atualiza: as causas mais comuns
  3. O caso de uma advogada de Lisboa
  4. Como fazer o diagnóstico numa tarde
  5. Arranjar ou refazer: como distinguir
  6. A ordem certa para pôr um WordPress parado a atualizar
  7. Porque é que um WordPress parado também é um problema de SEO
  8. Quando um site novo é mesmo a melhor opção
  9. Conclusão: abre o capô antes de mudares de carro

“Precisas de um site novo”: a frase que ouço vezes demais

Entras no painel do site, vês uma fila de avisos vermelhos, carregas em “Atualizar” e aparece um erro. Ou nem aparece nada: a página fica branca. Ligas a quem fez o site, ou a uma agência nova, e a resposta chega rápida: “este site já não dá, tens de fazer um novo”.

Às vezes é verdade. Mas, na maior parte das vezes em que me dizem que um WordPress não atualiza, o problema está numa peça concreta e não no site inteiro. É como um carro que não pega por causa da bateria: ninguém te devia mandar comprar um carro novo sem abrir primeiro o capô.

Como consultor SEO em Portugal, olho para isto de um ângulo que poucos olham: um site que já aparece no Google tem valor acumulado. Tem páginas indexadas, links de outros sites, avaliações associadas e anos de histórico. Deitar tudo fora para resolver um problema técnico pode sair caro duas vezes: no orçamento e nas posições.

O que significa, na prática, “o WordPress não atualiza”

O WordPress é feito de várias camadas que se atualizam em separado. Perceber isto já resolve metade da confusão:

  • O núcleo, que é o WordPress propriamente dito, a base de tudo.
  • O tema, que define o aspeto do site: cores, tipos de letra, disposição das páginas.
  • Os plugins, pequenos programas que acrescentam funções, como formulários, galerias, reservas ou cópias de segurança.
  • O PHP, a linguagem em que o WordPress está escrito. Não és tu que o atualizas no painel do site: é o alojamento que o põe a funcionar, como um motor por baixo do carro.

Quando dizes que o teu WordPress não atualiza, pode ser qualquer uma destas camadas a bloquear as outras. E é aí que começa o diagnóstico.

Porque é que o WordPress não atualiza: as causas mais comuns

Ao longo dos anos, quase todos os casos encaixam numa destas situações. A tabela resume o que é, como se nota e o que normalmente resolve:

CausaO que é, em linguagem simplesComo se notaSolução típica
PHP antigo no alojamentoO "motor" do site é velho e as peças novas já não encaixam neleAvisos de "requer versão de PHP superior"; atualizações recusadasSubir a versão de PHP no painel do alojamento, depois de testar
Plugins abandonadosProgramas que o autor deixou de manter há anosErros ou página branca depois de atualizar; plugin sem atualizações há mais de um anoSubstituir por um plugin mantido com a mesma função
Tema antigo ou alterado à mãoO aspeto do site foi construído num tema que já não evolui, ou alguém mexeu no código deleAo atualizar o tema, o site perde o aspeto ou as alteraçõesCriar um tema-filho ou migrar o aspeto para um tema atual
Licença de plugin pago expiradaPagaste o plugin uma vez e a licença de atualizações acabouO plugin aparece como "atualização disponível" mas não deixa instalarRenovar a licença ou trocar por uma alternativa
Espaço ou permissões no servidorO alojamento não tem espaço livre ou não deixa o WordPress escrever ficheirosErros de "não foi possível criar a pasta" ou "espaço insuficiente"Limpar ficheiros antigos ou corrigir permissões com o alojamento

Repara que nenhuma destas soluções passa por fazer o site de novo. Passam por trocar uma peça, com cuidado e pela ordem certa.

A peça que mais vezes bloqueia tudo: o PHP

O PHP merece destaque porque é o que mais confunde. O WordPress e os plugins são atualizados a pensar nas versões recentes de PHP. Se o teu alojamento continua a usar uma versão antiga, chega um dia em que o WordPress se recusa a atualizar, porque sabe que a versão nova não vai funcionar nesse motor. É o cenário clássico em que o WordPress não atualiza e ninguém percebe porquê, porque o painel do site parece igual ao de sempre. A própria comunidade do WordPress tem uma página em português sobre porque e como atualizar o PHP, e a mensagem é clara: versões antigas deixam de receber correções de segurança e tornam o site mais lento.

O problema é que subir o PHP de uma vez num site parado há anos pode partir plugins antigos. Por isso a ordem importa, e já lá vamos.

O caso de uma advogada de Lisboa

Uma advogada de Lisboa com quem trabalhei tinha o site do escritório parado há uns anos. Funcionava, mas o painel estava cheio de avisos. “O meu WordPress não atualiza e já ninguém lhe quer mexer”, disse-me na primeira conversa. Tinha recebido um orçamento para um site novo, com prazo de algumas semanas, e a recomendação de “não mexer em nada até lá”.

O site, no entanto, tinha uma coisa valiosa: aparecia no Google para pesquisas da área dela e tinha avaliações associadas ao Perfil de Empresa. Para um escritório, o SEO local para escritórios de advocacia é muitas vezes a principal fonte de contactos novos, e refazer tudo arriscava esse trabalho.

Quando abrimos o capô, o diagnóstico foi menos dramático do que parecia:

  • O alojamento estava a usar uma versão de PHP antiga.
  • Dois plugins tinham sido abandonados pelos autores e impediam a atualização.
  • O tema estava bem, só precisava de ser atualizado depois do resto.

Fizemos uma cópia do site, testámos tudo nessa cópia, trocámos os dois plugins por alternativas mantidas, subimos o PHP e só depois atualizámos o núcleo e o tema. O site ficou atualizado, mais rápido e manteve as páginas, os endereços e as posições. O orçamento do site novo ficou na gaveta.

Não conto isto para dizer que nunca se deve refazer um site. Conto porque, neste caso, a frase “precisas de um site novo” estava a resolver um problema de peças com uma obra inteira.

Como fazer o diagnóstico numa tarde

Antes de decidir entre arranjar e refazer, junta a informação certa. Não precisas de ser técnico para a maior parte destes pontos:

  • Abre a Saúde do site no painel do WordPress (em Ferramentas). Mostra a versão de PHP, avisos críticos e recomendações, em português.
  • Anota a versão do WordPress e quantas atualizações estão pendentes no núcleo, no tema e nos plugins.
  • Vê quando foi a última atualização de cada plugin na página do plugin. Mais de um ano sem novidades é sinal de abandono.
  • Identifica o tema e confirma se ainda é atualizado pelo autor, e se alguém o alterou diretamente.
  • Confirma se há cópia de segurança recente, onde está guardada e se alguém já a testou.
  • Guarda as mensagens de erro que aparecem ao tentar atualizar. Uma captura de ecrã poupa horas a quem for resolver.
  • Verifica quem tem acesso ao alojamento e ao domínio. Se o acesso não está em nome da empresa, resolve isso primeiro, como explico no artigo sobre quem é o dono do domínio.

Com esta lista na mão, qualquer profissional sério consegue dizer-te em pouco tempo se o teu WordPress não atualiza por uma peça ou por um problema de fundo.

Arranjar ou refazer: como distinguir

Há casos em que refazer é mesmo a melhor decisão. A questão é decidir com base em sinais concretos e não no cansaço de ver avisos no painel. A tabela ajuda:

SinalAponta para arranjarAponta para refazer
Conteúdo e estruturaAs páginas servem o negócio e os textos estão atuaisOs serviços mudaram e o site já não os explica
Presença no GoogleO site aparece em pesquisas importantes e recebe contactosO site não aparece em quase nada nem recebe visitas
TemaO tema ainda é mantido ou tem alternativa próximaO tema foi abandonado e todo o aspeto depende dele
PluginsPoucos plugins problemáticos, com substitutosFunções essenciais feitas por plugins sem qualquer alternativa
TelemóvelO site já se adapta bem ao telemóvelO site não funciona no telemóvel e teria de ser redesenhado
CustoArranjar custa uma fração de refazerO custo de arranjar aproxima-se do de um site novo

Se a maior parte das tuas respostas está na coluna do meio, o caminho é arranjar. Se está na da direita, um site novo pode fazer sentido, mas mesmo assim com cuidado para não perder o que já tens no Google.

Pergunta a fazer a quem te propõe um site novo

“O que é que, concretamente, impede este site de ser atualizado?” Uma boa resposta nomeia a peça: a versão de PHP, o tema, um plugin. Uma resposta vaga, do género “é tudo muito antigo”, merece uma segunda opinião antes de assinares.

A ordem certa para pôr um WordPress parado a atualizar

Se decidires arranjar, a ordem é o que separa uma atualização tranquila de um site em baixo durante dias. É esta:

  1. Cópia e ambiente de testes

    Primeiro dia. Cópia de segurança completa (ficheiros e base de dados) e uma cópia do site num endereço de testes, onde se pode partir tudo sem ninguém ver.

  2. Plugins primeiro

    Na cópia de testes. Remover o que não se usa e substituir os plugins abandonados por alternativas mantidas, com a mesma função.

  3. PHP e núcleo

    Na cópia de testes. Subir a versão de PHP, atualizar o WordPress e confirmar que formulários, páginas e menus continuam a funcionar.

  4. Passar para o site real e vigiar

    Num dia calmo. Repetir no site real, testar tudo outra vez e vigiar erros e velocidade durante a semana seguinte.

O que nunca deves fazer

  • Carregar em “atualizar tudo” de uma vez num site parado há anos, sem cópia de segurança.
  • Subir o PHP diretamente no site real sem testar antes numa cópia.
  • Apagar plugins sem saber o que fazem. Alguns tratam de redirecionamentos ou de formulários e a falta deles só se nota depois.
  • Deixar o site como está “até ao site novo”, porque um WordPress parado é o alvo preferido de quem procura sites fáceis de atacar.

Porque é que um WordPress parado também é um problema de SEO

O Google não penaliza um site por ter atualizações pendentes. Mas penaliza, na prática, as consequências de um site que fica para trás. Quando o WordPress não atualiza durante meses, os efeitos acumulam-se devagar, e quase sempre é o Google, ou um cliente, que repara primeiro.

  • Velocidade. Versões antigas de PHP e plugins pesados tornam o site mais lento, e um site lento perde visitantes antes de a página abrir.
  • Erros do servidor. Quando o site falha, o Google encontra erros ao visitá-lo. A documentação da Google sobre erros de HTTP e de rede explica que falhas repetidas fazem o Google visitar menos o site e, no limite, retirar páginas dos resultados.
  • Segurança. Um site pirateado pode ganhar avisos nos resultados de pesquisa e perder a confiança de quem o visita.
  • Contactos perdidos. Formulários antigos deixam de enviar sem ninguém dar por isso, e as visitas que o Google traz não chegam a ti.

É por isso que, no apoio técnico e de SEO que dou a escritórios e pequenas empresas de Lisboa, a primeira coisa que reviso é o estado do WordPress, antes de mexer em textos ou palavras-chave. Se queres ir mais fundo na parte de otimização, o artigo sobre SEO para WordPress complementa este. E se preferes não voltar a ter o site parado, uma manutenção WordPress regular trata das atualizações, das cópias e dos testes por ti.

Quando um site novo é mesmo a melhor opção

Para ser justo, há situações em que refazer é a decisão certa:

  • O negócio mudou e o site já não explica o que fazes hoje.
  • O site não funciona no telemóvel e adaptá-lo seria redesenhá-lo.
  • Todo o site depende de um tema ou construtor abandonado, sem forma de migrar o conteúdo.
  • O site nunca apareceu no Google e não há valor acumulado a proteger.

Mesmo nesses casos, o site novo deve manter os endereços das páginas que já recebem visitas ou redirecioná-los com cuidado, e a mudança deve proteger o email e o domínio. Um site novo bem feito começa por um inventário do site antigo, não por uma página em branco.

Conclusão: abre o capô antes de mudares de carro

Quando o teu WordPress não atualiza, a pior decisão é decidir no escuro. Na maioria dos casos o bloqueio está numa peça concreta, a versão de PHP, um plugin abandonado ou o tema, e resolve-se com uma cópia, um ambiente de testes e a ordem certa. Um site novo só faz sentido quando os sinais apontam para isso, e mesmo aí deve proteger o que o site antigo já conquistou no Google.

Se queres uma segunda opinião antes de aceitares um orçamento, ou alguém que te diga com clareza se o teu site tem arranjo, posso ajudar.

O teu site está parado e não sabes se tem arranjo? Conhece o meu trabalho de SEO em Lisboa e marca uma conversa gratuita: sais com o diagnóstico do WordPress e a recomendação honesta entre arranjar e refazer.

Marcar análise gratuita de 30 minutos

Perguntas frequentes

Porque é que o meu WordPress não atualiza?

As causas mais comuns são uma versão de PHP antiga no alojamento, plugins que deixaram de ser mantidos e já não são compatíveis, um tema antigo ou personalizado à mão, falta de espaço ou permissões no servidor e licenças de plugins pagos que expiraram. Quase sempre é uma peça concreta, não o site todo.

Se o WordPress não atualiza, preciso mesmo de um site novo?

Na maioria dos casos não. Se o conteúdo está bem, o site aparece no Google e o problema é técnico (PHP, plugins, tema), arranja-se. Um site novo faz sentido quando a estrutura já não serve o negócio, quando o tema não tem substituto sem refazer todas as páginas ou quando o custo de arranjar se aproxima do custo de refazer.

O que é o PHP e porque é que a versão importa?

O PHP é a linguagem em que o WordPress está escrito, uma espécie de motor que o alojamento põe a funcionar. Versões antigas deixam de receber correções de segurança e as versões novas do WordPress e dos plugins deixam de funcionar com elas. Por isso, um WordPress parado num PHP antigo acaba por não conseguir atualizar.

Posso atualizar o WordPress sozinho?

Podes, se o site estiver em dia e tiveres uma cópia de segurança recente. Se o site está parado há muito tempo, o mais seguro é testar primeiro numa cópia do site (um ambiente de testes), porque atualizar tudo de uma vez num site antigo pode deitá-lo abaixo.

Um WordPress desatualizado afeta o Google?

Afeta, de forma indireta. Um site desatualizado tende a ficar mais lento, a dar erros e a ser mais fácil de atacar. Se for pirateado ou ficar em baixo, o Google pode mostrar avisos aos visitantes ou baixar as posições. E um site lento perde clientes mesmo que apareça bem nas pesquisas.

Quanto tempo demora a pôr um WordPress parado a atualizar?

Depende do estado do site. Um caso simples, como mudar a versão de PHP e substituir dois ou três plugins, resolve-se num dia ou dois. Um site com tema personalizado e muitos plugins abandonados pode levar uma a duas semanas, incluindo os testes. Continua a ser muito menos do que fazer um site de raiz.

Ricardo Morais, consultor SEO e criador de sites profissionais, em Lisboa
Quem é

Quem é o Ricardo Morais

Sou consultor SEO e crio sites profissionais em Lisboa, com clientes em todo o país. Trabalho diretamente contigo — sem agências pelo meio, sem relatórios que ninguém lê. O objetivo é simples: que o teu negócio apareça no Google quando alguém procura o que fazes.

Conhecer o percurso

Continua a ler

Artigos relacionados

Queres saber o que está a travar o teu site no Google?

Envia-me o endereço. Em 48 horas recebes uma análise gratuita, em português claro, com o que corrigir primeiro — sem compromisso.